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quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

PRÉ SELETIVAS - BH INDIE MUSIC 2009 - BANDAS CONFIRMADAS

57 BANDAS BRASILEIRAS INSCRITAS NO PRAZO DE 7 DIAS



Demos a largada no Projeto Matriz, bem cedo este ano.
Dia 03, sábado, às 14 horas, 7 bandas se apresentarão para disputar as datas no BH Indie Music Projeto Matriz nos meses de janeiro e fevereiro.

Todas as bandas são autorais e inéditas no BH Indie Music e a Pré-Seletiva se tornou ferramenta importante para que pudessemos dar a chance de novos trabalhos serem vistos e ouvidos.

As 7 bandas confirmadas para a Pré Seletiva do projeto Matriz, no dia 03/01, são as seguintes:





Charge
www.myspace.com/chargepage




Cuatro
www.bandasdegaragem.com.br/cuatro




LUPE DE LUPE
www.myspace.com/lupedelupe









Somtal
www.myspace.com/somtal








The Tennessee Rock
www.myspace.com/thetennesseerock








Valetesete
www.myspace.com/valetesete










Santeria
www.myspace.com/bandasanteria






A mesa de avalição será formada por artistas e pessoas ligadas em movimentos e coletivos de música independente em MG. Todos já se apresentaram pelo BH Indie Music em 2008.



Malu Aires - Banda Junkbox / BH Indie Music
www.myspace.com/bandajunkbox

Geraldo Paim - Banda RAM
www.myspace.com/bandaram

Fred Berli - Banda Manolos Funk / Coletivo Azimute (Vespasiano)
www.myspace.com/manolosfunk

David Dines - Banda As Horas
www.myspace.com/ashoras

Juliano Jubão - Banda Curved / Coletivo Pegada (BH)
http://www.myspace.com/bandacurved


Serão avaliados o cumprimento de cronograma de horários, Composição, Vocal, Arranjos, Preformance e Resposta do Público.
As demais bandas de MG inscritas se apresentarão nas duas próximas pré-seletivas, com datas a serem definidas.

Bandas de outros estados já estão convidadas para o Projeto Matriz 2009.


PRÉ SELETIVAS - BH INDIE MUSIC 2009
dia 03/01 sábado 14 horas
censura: 14 anos
Matriz Rua Guajajaras, 1353
Entrada: R$5,00

domingo, 28 de dezembro de 2008

INSCRIÇÔES ABERTAS PARA O GRITO ROCK 2009 VESPASIANO

Por coletivoazimute



O Grito Rock 2009 VESPASIANO-MG abre suas inscrições!

Para se inscrever basta preencher a ficha de inscrição e enviar juntamente com duas fotos e mapa de palco para coletivo.azimute@gmail.com com o assunto INSCRIÇÃO GRITO ROCK. As inscrições estarão abertas até o dia 10 de Janeiro.
O Grito Rock Vespasiano será realizado no dia 07/03 no Funil Clube. Ainda realizaremos uma prévia para bandas da Região Metropolitana de BH, que terá lugar no bar do Rock, no dia 25/01. O Grito Vespá, é a primeira iniciativa do Coletivo AZIMUTE, que com seu trabalho pretende abrir um novo espaço para circulação da música independente. Além disso estaremos participando das prévias integradas com os coletivos
Pegada, Forceps e Anti-Heroi.
O festival faz parte do Grito Rock América do Sul, o maior festival em rede do continente, que em 2008 reuniu quase 50 cidades do Brasil e de países sul-americanos. A proposta tem como meta fortalecer ainda mais a cadeia produtiva da música independente brasileira, estimulando a circulação dos agentes atuantes no setor, assim como estreitando a rede de contatos do Circuito Fora do Eixo em todo o país.
Mais Informações no site do
Grito ou no Portal Fora do Eixo.

INSCREVA-SE NO GRITO ROCK VESPÁ 2009
FICHA DE INSCRIÇÃO
Termos

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

INSCRIÇÃO PRÉ SELETIVAS - BH INDIE MUSIC 2009

Para as bandas que não se apresentaram no BH Indie Music, estão abertas as seletivas para o projeto Matriz 2009.

Um sábado por mês, abriremos espaço para novas bandas apresentarem seu trabalho.

Os shows serão avaliados por júri convidado.

Serão 6 bandas novas por mês. Destas, todo mês, 2 serão escolhidas para se apresentar no BH Indie Music Projeto Matriz.


PRÓXIMA SELEÇÃO

DIA 03/01/2009 SÁBADO À PARTIR DAS 14 HORAS NO MATRIZ


INSCRIÇÃO GRATUITA

Envie um e-mail para bhindiemusic@gmail.com

Assunto: INSCRIÇÃO PRÉ SELETIVAS - BH INDIE MUSIC 2009

Incluindo:

NOME DA BANDA

MYSPACE

ESTILO

ANO DE FORMAÇÃO

CONTATO


AGUARDAREMOS SEU E-MAIL SOMENTE ATÉ O DIA 28/12/2008.

AS BANDAS SERÃO COMUNICADAS VIA E-MAIL.

SERÃO AVALIADOS SOMENTE TRABALHOS AUTORAIS.

OS PRÓXIMOS SHOWS DO PROJETO MATRIZ COMEÇAM NO FINAL DE JANEIRO.

PRÓXIMA PRÉ SELETIVA - BH INDIE MUSIC 2009, SOMENTE PARA A AGENDA DE MARÇO.

sábado, 20 de dezembro de 2008

MATRIZ SOLIDÁRIA - 2008

Colaborando. Ajudando quem precisa.

Matriz, espaço cultural de diversas manifestações e reduto das bandas, tribos e gêneros alternativos das mais variadas espécies, dá o exemplo na boa ação - Matriz Solidária 2008.
Um evento que reúne toda a galera frequentadora do espaço na causa humanitária, já está na sua 7ª Edição.
Alimentos e brinquedos são arrecados para distribuição para entidades que mais precisam.
Em 2007 a balança pesou mais de uma tonelada.
Esse ano, 14 bandas compram a boa causa.
Convite irrecusável, Junkbox, Volare e Vinde Ventura foram chamados.
Também farão parte da programação Carolina Diz e O Melda (Claudão Pilha).
Vamos escrever sobre a festa, depois.
Seja também solidário.



Discotecagem
Indie, Rockabilly, Hardcore e afins.
Djs: Cris Foxcat & Binho
Dança: Ronaldo Black (vanguarda do black and soul music)
Domingo 21/12
13:00h Censura 14 anos
MATRIZ - Rua Guajajaras, 1353
$3 + 1 Brinquedo ou 1Kg de Alimento (exceto sal e fubá)

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

ÚLTIMA SEMANA DO PROJETO MATRIZ 2008

HOJE - SHOWS DE AS HORAS E JUNKBOX


Na última quinta do ano, pelo Projeto Matriz, sobem ao palco "As Horas" e "Junkbox".
Recheado de participações especiais, comprovaremos hoje os amigos que fizemos nos palcos em 2008 pelo BH Indie Music.
Para o show de As Horas, Humberto Teixeira vocalista da banda Carolina Diz, faz participação especialíssima.
Com Junkbox, o palco será pequeno...
Subirão Mariana Barbosa - vocalista do Volare, interpretando Retrato Perfeito, Cristiano Heleno - vocalista d' Os 4 Ventos, interpretanto When They Kill us, Jon - vocalista do The Hell's Kitchen (nem eu, nem ele sabemos ainda o que vai rolar). Pedi pra ele ouvir Oração à Piedade ou Deixa pra lá. Imagino uma versão bem diferente do que já propus para o disco e para os shows; Jonathan - vocal e guitarra da Jonas!, quebrando sua guitarra em Florais de Bach; David Dines - vocal e guitarra d'As Horas, na guitarra de Filos e Rodolfo Gullar- guitarra do 4º do Sebastião, para dobrar a guitarra em Chase.
Uma noite que promete ser memorável.

BH INDIE MUSIC PROJETO MATRIZ
DIA 18/12 21 HORAS
censura 16 anos

AS HORAS & JUNKBOX
e convidados

Ingressos: R$5,00 e R$2,50*
* Meia-entrada até às 22h
MATRIZ Rua Guajajaras, 1353, Terminal JK

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

3 X 2 = 6 SHOWS EM UMA SEMANA

ENSAIO À CORRERIA


Essa semana, lembrei-me da correria do II BH Indie Music. Chegamos a estar, simultaneamente, em 4 lugares diferentes, num mesmo dia. Finalizando o show vespertino do Matriz, enquanto abríamos os shows do Minueto, correndo com banda pra passagem de som na Obra e montando som e palco no Estúdio B Music Bar, tudo isso num único sábado.

Mas essa semana foi bem folgada perto do que fizemos em setembro.

Foram 2 shows no Projeto Matriz com Jonas! e The Hell's Kitchen e 2 dias no Nafta, sendo 2 shows por dia. Na sexta, Os 4 Ventos e Manolos Funk botaram tudo no palco. Pelos de Cachorro e Mário Bróz esquentaram a noite chuvosa de sábado.




Vamos falar um pouco de cada dia...


PROJETO MATRIZ - QUINTA DIA 11/12
the hell's kitchen project & jonas!


Duas bandas alternativas na noite. Desta vez, com The Hell's Kitchen Project, o sentido alternativo se fez mais singular.


A banda é formada por um trio não-convencional - voz-baixo-bateria. Não, não me esqueci da guitarra. É que ela não existe mesmo. Uma ou outra vez, impaciente, Jubão leva sua Gibson pra por confusion na cozinha do inferno. Mas não é regra. A guitarra não existe pros TKP.


Livre, uma voz rasgada, sussurrada no ouvido, como daquele diabo que vez ou outra se encosta atrás dos nossos ombros, lambe um 55SH. Beija-o, abraça-o e dança com ele (ou ela). O nome deste cara é Jon. A performance vocal do cara é rica em nuances experimentais de agudos bem tonados à graves executados com a tampa da garganta em vibração.


Mantém volume. Dispara sussurros e falas em métricas bem marcadas e bem respiradas.


Em inglês fala sobre amores sem vínculo de paixão mútua.


Na cozinha, o baixo busca uma timbragem distorcida - nada convencional, digamos. Daí, a embriaguez sonora é lançada, com a chegada da bateria marcada, sub-dividida, em solo desacompanhado, livre. Em ritmo de música eletrônica, com baquetas seguras, pontua a batida seca e dançante, vibrante. As regras pro baixo são claras - muitas notas e haja dedos.




Jonas! leva uma legião de fãs que conhecem as canções e engrossam o coro do refrão.
Em power trio, a banda vem mandando um rock melodioso com riffs nervosos e impacientes, tal qual um amor recusado. O som que a banda tira com baixo, bateria e guitarra em distorções somadas, envolve os temas e os encaminham na direção correta.

Jonathan canta para a platéia atenta, mas suas canções tem dono, destinatário. E sua ausência é notada na melancolia de cada frase. E o narrador parece solitário, em abandono.


Não perguntei a eles sobre os temas e histórias que envolvem suas canções, mas nem preciso. São experiências pessoais explícitas.
Entre as músicas, temas infinitos permeiam solos para guitarra. Uma guitarra que parece partir, sempre. Ou seguir um caminho.


A temática amorosa é atual e descreve os desencontros de uma juventude que não conheceu o amor.


A inspiração romântica do grupo é apresentada quando surgem releituras do rei Roberto no set list. Ponto alto do show e matada a charada.


PROJETO NAFTA - SEXTA DIA 12/12
os 4 ventos & manolos funk



Montar a grade no Nafta foi coisa de louco. Mandamos convites, as bandas não abrem e-mails. Pedimos respostas urgentes, as bandas dão urgência 10 dias depois. Outras bandas na espera, minha banda na reserva pra suprir qualquer deslize ou furo. Como em tudo, vence quem chega primeiro. Recado mandado.
Os 4 Ventos, vem mostrar, pela primeira vez, seu som no Nafta. Também se faz parte importante deste projeto apresentar as coisas legais que vem aparecendo pra lugares que não as apresentaram ainda.


Mesmo que a banda tenha passado recentemente pelo projeto Matriz, esta foi uma das bandas que perderam 2 shows no II BH Indie Music, quando cancelamos o Minueto. Fizemos o que achei por bem e certo. Então, com vocês, mais uma vez, Os 4 Ventos.
A chuva parecia atrapalhar aquela noite. Eram 8 e meia e parecia que não iria parar tão cedo. E não parou. Contudo, o público chegou e o Nafta se transformava em uma pocket casa de espetáculos.
Não vou repetir a narração da performance da banda, mesmo porque ela é redonda. Mas o palco do Nafta requer equilíbrio. Um passo pra direita, você invade a área do baixista. Um passo pra esquerda, do guitarrista. Um passinho para trás e você caiu em cima da bateria.
Claro que eu tô exagerando em bons meio-metros. Mas o que quero dizer é que as performances corporais são comedidas no Nafta. E isso altera o comportamento musical de muitas bandas, o que pode ser um risco.
Não foi esse o caso. Cristiano postou em arco espinhal e girou como pede o que canta e deu tudo certo.



Quando chega o Manolos Funk, já entrávamos na meia-noite. Mas no Nafta é diferente. Ele, ao contrário dos pubs londrinos, começa a esquentar às 11 e tanto.


Com o som quebrado, funkeado que mandam, qualquer sono é espantado.
Eu consigo sentir o Manolos Funk em grandes palcos. Até vejo o Guilherme passando de um lado ao outro num grande tablado como os dos Pop Rock mineiros. E brasileiros, por que não?
A banda tem aquele apelo pop que é um pouco raro na indie musica. Mas um bom apelo pop. Misturam ritmos, guitarras pesadas e vocal limpo. E que baixo toca o Marcelo, povo!
Vamos ver se consigo ser mais clara...

O estilo pop exige pé direito - bumbo marcado. Exige que a galera ponha as mãos para o alto, exige um vocalista carismático e forte animador de platéias. O Manolos Funk tem tudo isso e mais, tem ineditismo. Não usa fórmulas repetidas. Torço, e muito, por vocês, Manolos.


PROJETO NAFTA - SÁBADO DIA 13/12
pelos de cachorro & mário bróz


Essa foi a mistura mais estranha que provocamos nas grades do BH Indie Music, até então. Pelos de Cachorro tem um som sombrio europeu, enquanto Mário Bróz é pop com inteligência brasileira.
Mas acredito na receita. Arroz com passas, chocolate de pimenta...

Entra no palco Pelos de Cachorro e apresenta um mix dos dois álbuns lançados pela banda. No meio, "Exit Music" do Radiohead.

Quando vi a banda pela primeira vez, e contei o número de guitarristas no palco, logo me veio à cabeça a composição de OK Computer. Uma experiência da banda inglesa que originou num único álbum nesta formação. O disco é um clássico para todo o indie. E eles bebem quietos na fonte, numa continuação desta pesquisa rompida por Yorke.

Destaco AmorTe. É uma de suas músicas que chamam a atenção da platéia, muito acredito que pela boa colocação da timbragem barítono para a canção.


Em seguida, Mário Bróz.

A fonte de inspiração da banda vem do pop rock brasileiro.
Depois de 3 álbuns autorais, a banda se lança num projeto de releituras do rock nacional.
E imaginemos juntos...
A platéia do BH Indie Music, habituou os ouvidos para obras inéditas. O que pensavam daquele repertório recheado de boas, mas conhecidas músicas?
Não entendiam nada. Assim, temperando o list com músicas próprias, adivinhem onde se ouviam mais palmas?
Esse resultado é extremamente positivo pras nossas ações. Prova dele é o incentivo, via palmas, da construção musical autoral nas bandas.
Entre os prós e contras, nestas já consagradas canções apresentadas pela banda, pudemos ouvir e ver a capacidade e técnica musical dos músicos no palco.

Não era minha primeira vez na platéia do Mário Bróz. O primeiro show que pude assistir foi no Estúdio B Music Bar na primeira semana do II BH Indie Music.
Mas naquele sábado, turbinado com o super cabeçote Marshall do Nafta, Visso estava muito à vontade e satisfeito com o equipamento.
Com direito à caretas, lançava o braço da sua guitarra contra si nos susteins. Com escalas definidas, notas curtas e limpas, pudemos ver um grande guitarrista mineiro naquela noite.
A banda toda esbanja talento e gostei muito do que ouvi. Mas, confesso: penso que o repertório autoral é o que definirá sempre Mário Bróz.

por Malu Aires


foto: Marcos Ganndu e Marco Antônio

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

BH INDIE MUSIC | PROJETO NAFTA

MAIS PALCOS PRAS BANDAS INDEPENDENTES EM BH




O BH Indie Music promove, esta semana, mais um encontro da cena independente, mas agora, o trabalho se estende ao Studio Nafta - um pub montado para levar o público direto para Londres, sem escalas.

Aconchegante, atendimento agradável, luz pra namorar, são atrativos pra lá de convenientes para o público mudar de rumo, sentido Barroca.

Palco bem estruturado e equipamentos de ponta, estão levando mais e mais bandas a procurarem no Nafta o lugar ideal para lançamentos de discos e shows.

O espaço foi um dos nossos maiores parceiros na segunda edição do BH Indie Music, onde promovemos 22 shows entre setembro e outubro. Já prevíamos a necessidade da continuação dos trabalhos, de promoção de espaços para a música independente, para os quais deveríamos nos ocupar até a terceira edição do BH Indie Music em 2009. Lançamos a proposta ao proprietário (Thiago) para agendarmos mais shows na casa, ainda em 2008. Proposta mais que topada.

É importante explicar o motivo das únicas duas datas na casa. A procura de agenda está enorme. Mal saímos do II BH Indie Music, dezenas de bandas ligavam pro Studio Nafta, à procura de espaço. Por isso, conseguimos sofridas duas datas, em dezembro, mas que aproveitaremos muito bem delas pra 4 super shows.

Para preenchê-las, convidamos as bandas Os 4 Ventos e Manolos Funk, dividindo o palco na sexta e Pelos de Cachorro e Mário Bróz, no sábado.

DIA 12/13 SEX

OS 4 VENTOS E MANOLOS FUNK

Serão dois dias de programação bem distinta.

Na sexta, música pra balançar a cabeça e bater o pé, com Os 4 Ventos. Depois, entrando um groove do Manolos Funk pra mexer o tronco e ombros.

Tendo coragem, a pista estará livre pra quem quiser dançar.

DIA 12/13 SAB

PELOS DE CACHORRO E MÁRIO BRÓZ

Em curso de lançamento de novo álbum, a banda Pelos de Cachorro apresenta pela segunda vez no Nafta, seu rock alternativo timbrado em vocal barítono, com 3 guitarras.

Dividindo o palco da noite, está Mário Bróz, banda que traz o autêntico pop rock de descendência noventista. Com mais de uma década de propriedade sonora, a banda embala toda boa festa de BH, além de rodar pelos maiores palcos do Brasil. Recomendadíssima!

BH INDIE MUSIC PROJETO NAFTA

DIAS 12 E 13 DE DEZEMBRO

HOR: 21H

INGRESSOS: R$10,00

Para participar da promoção PAGUE MEIA, escolha o dia do show e aceite o convite do nosso evento no Orkut. Os 50 primeiros que confirmarem presença, pagam meia.

DIA 12/12 OS 4 VENTOS & MANOLOS FUNK

DIA 13/12 PELOS DE CACHORRO & MÁRIO BRÓZ

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

FAZENDO DO PALCO DO MATRIZ UM TERREIRO



Fazendo do palco do Matriz um verdadeiro terreiro, as bandas Os 4 Ventos e Macumba dividiram a noite em duas apresentações que só quem tem bom ouvido, consegue entender a mistura fina de música brasileira e rock, com ou sem guitarra.
Quando o vocal d' Os 4 Ventos rasga a fala, é impressionante a entrega.

No sentido da origem da música (a arte), quando surgiu para a narração das histórias, das batalhas, das caças e na transposição dela para a religião, mais tarde, as bandas da última quinta trouxeram embutida toda esta introdução cultural.

Vamos falar em partes...
Os 4 Ventos


A banda tem uma recente construção de repertório, mas, tão afiado e tão afinado que até parece ter ficado anos curtindo, antes de se atrever a mostrar ao que veio.

E vem fazendo bonito.

O trabalho que mistura elementos do samba e da música popular brasileira, com pé nas raízes nordestinas da narração, ainda deu um espaço bem merecido à distorções e grooves.

Quando a voz entra em cena, ela narra. Como se possuída por algum espírito brincalhão, que não pára, rodopia.

É respeitosa a mistura de gêneros e incomum, além de ousada. Mais que isso, riquíssima para a produtividade do rock nacional.

Com propriedade, sabem o que fazem. E vão além da música, entretendo-nos.



Macumba



A Macumba é um projeto musical de Milena Torres, artista compositora que há muitos anos conheço.

Desde os seus 17 anos, a vejo fazer ouvir suas canções. Suas próprias canções.

São todas de uma verborragia de guerra. Atirando contra nós palavras que se atravessam, que desnorteiam e nos fazem questionar o sentido delas como verdade.

Com uma produtividade enorme de canções, escreve para outros intérpretes, tendo também músicas gravadas por bandas como Black Sonora.

Mas tinha que dividir-se em dois caminhos, apesar de achar que ela não concordaria com isso, já que tudo o que cria vem dela mesma, debaixo da carne.

Parte do que compõe vai pros braços da Macumba e haja braço nisso...

São duas percussões, 3 violões, sendo o dela, surrado executando rítmo e pegada. E muita música, música, música...

Macumba é uma árvore. Macumba é um instrumento. Macumba é lugar onde todo mundo se achega ao pé da sombra e da música sagrada.

Democráticos, os placos da Macumba sempre cabem mais de um.

Subiram novamente Os 4 Ventos. E foram com o que tinham nas mãos. Um pandeiro e a coragem.

Daniela Ramos, vestida a caráter, rodando a baiana na platéia, também é chamada e leva o maracatu harmônico à banda.

A delícia aos ouvidos é possível quando desfrutamos notas nítidas em instrumentos de percussão. E como foram bem tocados naquela noite.

Lavada a alma, a noite termina.
Sem levar nada da gente, só deixou a vontade de "mais um".



por Malu Aires
Fotos: Marcos Ganndu e Marco Aurélio Prates (Macumba)
próximos shows
PROJETO MATRIZ DIA 11/12
the hell's kitchen project
jonas!
alternativo
21 h
Ingressos: R$5,00 e R$2,50 (meia-entrada até às 22h)

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

As mulheres chegaram

LUGAR DE MULHER É NO ROCK TAMBÉM


Um dia, conversando com meu amigo e ex-guitarrista da Junkbox, lhe contei que estava muito afim de colocar mais uma guitarra na banda e perguntei o que ele achava da Junkbox ter uma guitarra tocada por uma mulher.
Ele me respondeu:
- Mulher não nasceu anatomicamente preparada pra tocar guitarra. - se referindo às mãos pequenas.

Hoje eu toco a única guita na banda, porque lugar de machista...

Desde junho, venho percebendo como avançou o número de mulheres com bandas, que tocam bateria, guitarra, baixo, além dos convencionais vocais.

Me surpreendeu a química dos garotos do Mentecapto, cujo som é extremamente vigoroso e nervoso com a pontuação de uma baixista.

Do pessoal de Curitiba, o Subburbia, onde o vocal é masculino e a guitarra e a bateria são tocadas pelas moças orientais da banda.

Nessa selva do mundo alternativo, as mulheres ocupam de forma, cada vez mais natural, um cenário que antes era ocupado somente por homens - o do rock. E, agora, não tem volta. Elas chegaram pra ficar.

Acho, particularmente, mais saudável a arquitetura mix, onde os sexos se misturam. Os caras estão valorizando, cada dia mais, as qualidades e capacidades destas artistas sem preconceitos infantis e medievais.
Como mulher, digo serem mais cavalheiros os moços do rock atual que os machos do axé, pagode e sertanejo, onde pra eles, lugar de mulher no palco é pelada.

Longa Vida ao Rock!


ALETHÁRGIKA - A PRIMEIRA BANDA 75% FEMININA


194
Sim devemos lembrar do guitarrista - o Gustavo que representa 1/4 da banda.
Formada há 1 ano, a banda de Betim foi criada na labuta e na raça, porque nem instrumentos tinham. Só sede de música.
Misturando grunge e punk, não apavoram ninguém. E nem é esse o propósito. São doces e ingênuas. Mostram uma criação leve e bem-humorada quando escrevem. Nos arranjos, conseguem pular tons queném gente grande. É... as meninas da banda tem entre 17 e 20 anos... Numa fase onde tudo é melhor ser cantado e composto em inglês, elas arrebentam na rima pátria.
Em 2009, uma boa aposta seria a dobra com o Cães do Cerrado, ou com a banda chilena Puta Marlon.
Agora, moçadinha, é chamar todo mundo de Betim pra ver o que vocês já estão aprontando em BH.


VOLARE TURBINADO pelo 55SH




O microfone mais cobiçado do BH Indie Music estava nas mãos da Mariana (Volare).
Nas timbragens eletrônicas de dois PC´s em transmissões aleatórias de áudio, a banda plana. Entre sonorizações virtuais e reais orgânicas, tudo é um composto só.
Este composto é um puta diferencial da banda que, ao meu ver, deveria ser cada vez mais explorado e exibido, inclusive usando prés do próprio vocal (só uma idéia).
E me desculpem a invasão, mas é que a gente coça, quer subir junto e participar da ação, quando a gente curte.
Pela terceira vez, a Mari sobe ao palco como vocalista da banda, experiência em experimentos múltiplos - profissionais, viscerais e emotivos. Ela se encontra nesta busca constante e nós a acompanhamos, desde o começo desta estrada. Voa, Mariana!
Numa banda onde o trabalho é tracejado em linha de encontro ao pop, ao eletrônico, onde as canções falam ao coração e por ele, nada mais natural que nos apaixonemos por quem dita e conta. Mari tem carisma, tem docilidade, tem timbragem, encanta e sabe disso.
Quando todos estamos em casa e num clima como o criado pelo BH Indie Music, onde todo mundo se conhece, se respeita e se admira, tudo flui, se beneficiam as bandas com o astral. Estão cada vez, mais soltas e donas do palco.
É bastante gratificante, ver.
E quando me perguntam sobre os melhores resultados do BH Indie Music, quando querem os números, a contabilidade das ações, eu falo da abertura dos espaços, dos números crescentes de shows e bandas atuantes, do crescimento do número de bons álbuns no mercado, mas, sinceramente, nada paga essa humanidade.


O RIO DE JANEIRO CONTINUA SENDO...

É galera, o Rio descobriu BH.
Toda vez que a galera sobe ao palco em BH, o discurso é o mesmo - o público aqui, pra música independente, é mais vigoroso que no Rio.
É foda ouvir isso de Cinzel e El Efecto, duas super bandas que arrebentaram em setembro por aqui. Quem não falou dos shows do El Efecto com deslumbre, é porque perdeu a apresentação dos caras. E o Cinzel que tem um som extremamente assimilável, indiepop, britpop, não ter espaço no Rio, faz-nos sentir num ensaio sobre a cegueira.
Ai, chegam os caras do Lambretta, música pra curtir em festas pra 1.000 pessoas, nada intimistas, pop rock no estilo Mário Bróz, influenciado na discografia noventista e contando a mesma história sobre a desvalorização musical no Rio... É de deixar a moçada indie grilada com o mercado.
Conversando um pouco com o Gustavo, produtor e músico que rala com a banda, discutimos sobre uma futura parceria no Rio. Trabalharmos juntos o mercado carioca. E vambora em 2009, pra que o Rio de Janeiro continue sendo de fevereiro e março e do ano inteiro de cultura, música, arte e festa!
O Lambretta entra por último no palco e dada a gentileza das bandas em pontualidade, o show começa antes da meia-noite. Bom pra todo mundo que estava lá. Curtiram 3 bandas e ainda voltaram cedo pra casa.
Poucas bandas trazem o som pop-rock aos palcos do BH Indie Music. A grande referência musical, se posso citar, fica com o rock alternativo que transita pelo punk. Além destes, uma mistura, por vezes, indecifrável e deliciosa.
O pop rock, gênero criado para assimilação radiofônica, nos anos 90, que muitas vezes se colocou como um rock romântico e menos agressivo que o conhecido de 70, parece perdido em calmaria. Amaldiçoado pelos undergrounds, buscou postura mercadológica bem antes de pensarmos nisso. Sobressairam-se os profissionais do pop rock, ao amadorismo grunge.
E se posso pensar que o pop é aquele cantado por grandes massas, soa presunçoso o pré-título. É rock, é rock e pronto.
O Lambretta se intitula melody indie. Seria melody rock? Indie melody rock? Indie Pop? Brit Rock?
Só acho que criamos títulos demais pra 8 anos de um século.
Independente do gênero trazido, a banda é coesa e profi pacas. E veio lançar seu EP aqui com a gente - grande honra.
Sorte pra eles e pra todos os amigos que fizemos do Rio.
É muito boa a visita de vocês nessa freqüência, porque a gente tem a sensação exata de que o Brasil é nosso e nossos vizinhos tão ali do lado.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

ALTERNATIVO + EXPERIMENTAL


BH INDIE MUSIC PROJETO MATRIZ
TODA QUINTA ÀS 21 h
CENSURA: 16 ANOS
DIA 04/12 :
ÁRVORE MUSICAL MACUMBA e OS 4 VENTOSÁRVORE MUSICAL
MACUMBA

"Árvore Musical Macumba dá nome a um raro encontro musical, que traz o vigor do som do couro, os timbres e os ritmos, que absorvidos em composições próprias, recriam também a musicalidade dos terreiros, assumindo a riqueza da cultura afro-brasileira."

OS 4 VENTOS
"Dos arcos de sol eu vejo as montanhas de corpo alto, cercas das terras vermelhas do meu peito, Das notas em Sol, eu sinto, o vento além alma, que atravessa o céu azul de minha vida."


INGRESSOS:
ATÉ ÀS 22H, MEIA-ENTRADA PRA TODOS (R$2,50)
DEPOIS DAS 22H: R$5,00
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