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segunda-feira, 15 de agosto de 2011

O BH Indie Music recebe o autor Pedro de Luna para o lançamento do livro "Niterói Rock Underground (1990-2010)"


BH Indie Music recebe neste sábado, 20/08, o escritor Pedro de Luna que lança seu livro “NITERÓI ROCK UNDERGROUND (1990-2010)”.
O lançamento acontecerá no Centro Cultural Nem Secos, onde Pedro de Luna conversa com a gente sobre o livro e, claro, abordaremos durante a discussão o comportamento atual das cenas independentes de BH, Niterói e do país num bate-papo que será transmitido na web pelo blog do BH Indie Music.

O autor Pedro de Luna com o livro “NITERÓI ROCK UNDERGROUND (1990-2010)” - Foto Luiz Lima

“NITERÓI ROCK UNDERGROUND (1990-2010)” conta a experiência do jornalista como agente transformador da cena de rock em Niterói e expectador de 20 anos da luta independente das bandas locais. A origem dos festivais, o comportamento das bandas, dos selos e da imprensa alternativa na construção dessa revolução cultural que hoje abala os alicerces da indústria fonográfica fazendo os artistas repensarem todo o processo do mercado musical atual.
De fino acabamento e extrema qualidade editorial, o livro “NITERÓI ROCK UNDERGROUND (1990-2010)” foi lançado no Rio de forma independente (assim como os discos de hoje), vendendo 120 exemplares em apenas 15 dias. Com 224 páginas, traz fotos, cartazes de eventos e relatos de um jornalista apaixonado pelo rock e pela cultura do "faça você mesmo".
Com estreito vínculo com a capital mineira, por onde já esteve em outras oportunidades acompanhando shows de bandas independentes que aqui vinham se apresentar, Pedro dedica o capítulo "Belô e Laranjada" às suas aventuras em BH. A segunda edição do livro será lançada aqui neste final de semana. Depois do lançamento no Centro Cultural Nem Secos, às 18H e o autor passará, ainda pela Drinkeria Mambo, no mesmo sábado às 20H e pelo Matriz, no domingo às 14H.

Clique na imagem para ver ela ampliada“NITERÓI ROCK UNDERGROUND (1990-2010)”
O que chamamos hoje de indie ou alternativo começou no Brasil no início dos anos 1990 com o surgimento da tal cena independente. No ano em que a MTV se instalou no Brasil e o presidente Collor abriu o mercado para a entrada do instrumento e do equipamento de som importado, uma movimentação tomou conta de jovens por todo o Brasil, como certo adolescente morador de Niterói. As bandas começaram a divulgar suas músicas em fitas demo em cassete ou vinil, e os fanzines tinham o papel de mídia especializada. Selos e gravadoras independentes surgiam. Sem internet, a circulação de informações se dava por cartas.
Em “Niterói Rock Underground (1990-2010)”, o jornalista, publicitário e quadrinista Pedro de Luna mostra a transição da música (e por que não da cultura) no país e seus reflexosem Niterói-RJ. Arevolução aconteceu no campo sociológico, político, estético, econômico e, claro, tecnológico. Da fita cassete, LP, VHS, fotocópia, fotografia em papel e o fax para o mp3 e o telefone celular, foi um longo caminho. E no meio dele não tinha uma pedra, e sim o fax, a popularização do computador pessoal com impressora, o CD, o DVD e o vídeo laser. E o Pedro.
Fruto de um trabalho que começou em 2007, este livro é uma bíblia para quem quer trabalhar com jornalismo cultural ou se divertir com a realidade de quem vive o rock.

Serviço:
BH Indie Music no Centro Cultural Nem Secos
Data: 20 de agosto
Horário: 18H
Lançamento do livro “NITERÓI ROCK UNDERGROUND (1990-2010)” do autor Pedro de Luna. Shows das bandas 9's Fora Rock e Digo Ribeiro.
Entrada Franca: mais 1 kg de alimento não perecível ou 1 livro
Endereço: Rua São Salvador, 9 - Bonfim

quarta-feira, 27 de julho de 2011

BANDAS INDEPENDENTES - Drenna

Drenna
Postado por edison elloy

DrennaDrenna usa seu nome para também nominar sua banda. Competentíssima. Milton Carlos (bateria), Rodrigo Pex (guitarra), Drenna (voz/guitarra). Em seu álbum de estréia tiveram as linhas de contrabaixo registradas pelo músico Jamaica. Um registro com grande qualidade técnica. Arranjos muito bem cuidados com detalhes que chamam a atenção ao envolver os sentidos, um riff por exemplo, em "Gelo Coração", é sutil e expressivo para apontar o quase desencanto com o amor que acabou. E amor acaba? Canção forte e radiofônica, assim como outras oito faixas do trabalho. Drenna, a persona diante da banda é carismática, com uma voz poderosa e afinadíssima e não muito menos surpreendente; sabe exatamente o que deseja com a guitarra que ostenta. Exímia guitarrista. Não há como não ter sua atenção voltada para a cantora carioca. É uma banda pop, totalmente pronta e preparada para o mercado. Mas o que é ser pop, quando em uma apresentação ao vivo, voce simplesmente se deixa levar pela sonoridade que sai das guitarras e da voz de Drenna. Como cantar o desencanto, as dores de amar? Amar faz sofrer? Será amor mesmo o sentimento que diz: "Não vou te esperar"? Proferir o seu desejo de libertar-se em "Mente". Narrativas assim, serão confessionais? Alguém pode tão cedo sofrer com sentimentos apenas aparentemente pueris? Apaixonar-se, talvez não seja de fato o melhor caminho, não amar, não pemitir. Quantas portas precisamos abrir para desvendar-nos? Uma banda pop com guitarras fortes e uma bateria avassaladora ao vivo. Drenna canta em "Abstrato" a única canção alternativa do álbum o que talvez possa se tornar a proposta mais forte a seguir. "Que essa canção, que um grito na escuridão!". Que esse verso possa ser também o caminho. Para com o mesmo vigor de sua sonoridade invadir os ouvidos e as mentes. Que a palavra seja assim tão forte, cantada bem alto por Drenna. 



quinta-feira, 23 de junho de 2011

BANDAS INDEPENDENTES - Riverdies

Herdeiros do grunge? Sim, contudo o quinteto carioca Riverdies vai além de apenas servir-se do estilo que renovou nos anos 90 a cena musical do planeta. "I Wonder", perguntas que nos fazemos sempre e continuaremos sempre, pois é o que impõe nossa condição. Podemos até desejar o mais simples, estar bem agora, mas sabemos que não é tão fácil assim. A Riverdies, abusa de riffs e guitarras consistentes, para continuar perguntando. Para cantar tempos que insistem em empurrar-nos para o "fundo", não? Nós mesmos estamos construindo esses tempos difíceis e aparentemente tão sem saída. Texto que coloca-nos diante do espelho, os causadores de todas as transformações positivas e as que também deixam-nos desolados. Realista e com um desejo enorme de ver horizontes mais auspiciosos, dedilhados mântricos em "Morning Dies", decretam a perda da crença, mas apenas até que outra manha anuncie-se. Alex Melch (Vocal), canta com sutileza até o que seria para doer. Mas tendo como suporte as bases de Gui Farizeli (Contrabaixo), Vic von Draxeler (Bateria) e Fil Buc e Leo Graterol (Guitarras), sabe gritar e forte e precisa para apontar como devemos pelos menos tentar nos posicionar para mudanças, "Build a New Life". Estamos dispostos? Tal qual um moto-contínuo, até o início e tudo de novo sempre e sempre. Sempre o mesmo? Voz sintetizada, "Fate", só um pouco, pois ainda existem segredos para serem desvendados. A Riverdies canta com a certeza dos que sabem para onde a estrada leva. Melhor, sabem que a estrada está lá, mas que eles é que seguem por ela e então determinam para onde vão. Vão sempre adiante, pelo país e mundo afora cantando, sem rótulo, pois quando se acredita no que se faz não é preciso provar mais nada. Apenas tocar e tocar, e que seja muito Rock´n Roll. Salve os que querem e podem ouvir! 

(www.myspace.com/riverdies)



postagem original no blog do BH Indie Music BANDAS INDEPENDENTES


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